Quarta, 29 de Abril de 2026
21°C 32°C
Campo Grande, MS
Publicidade

Biossimilares: tecnologia democratiza o acesso ao câncer

Produzidos no maior parque farmacêutico da América Latina, em Anápolis (GO), novos medicamentos reduzem custos de terapias de alta complexidade e a...

29/04/2026 às 16h15
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Crédito / Getty Images
Crédito / Getty Images

Nos últimos anos, um movimento silencioso, mas poderoso, tem transformado o setor de saúde no Brasil: a ascensão dos biossimilares. Diferente dos medicamentos convencionais, produzidos por síntese química, os biossimilares são fruto de biotecnologia avançada, utilizando organismos vivos para tratar doenças complexas como o câncer e patologias autoimunes. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos biológicos movimentaram R$ 48,5 bilhões somente em 2024 — um salto de 25,9% em relação ao ano anterior, representando 30% de todo o faturamento do setor.

A grande revolução, no entanto, está no acesso. "O medicamento biossimilar é uma peça-chave para viabilizar tratamentos que, antes, eram inacessíveis devido ao alto custo das moléculas originadoras", explica Rachel Rabay Nogueira, farmacêutica e consultora especialista do Laboratório Teuto. "Quando uma terapia deixa de ser um monopólio e ganha uma versão biossimilar aprovada pela Anvisa, o mercado ganha competitividade e o paciente ganha oportunidade de tratamento", reforça. Na prática, essa chegada pode representar reduções significativas de preços, desafogando orçamentos públicos e familiares.

Foco em Goiás

Com sede em Anápolis (GO), o Laboratório Teuto, um dos precursores do mercado de genéricos no Brasil, expande sua atuação em uma nova fase de ampliação do acesso a medicamentos no país. Com o lançamento da linha biOncologia Teuto, que já conta com os biossimilares Pegneucyte (Pegfilgrastim) e Simbeva (Bevacizumabe), a indústria goiana une alta tecnologia fabril à missão de ampliar o alcance de tratamentos oncológicos. Para Magali Tamas, supervisora de treinamentos do Teuto, o compromisso técnico é o pilar dessa confiança: "A aprovação de um biossimilar pela Anvisa é criteriosa, demorada e exige testes clínicos exaustivos que comprovam que não há diferenças significativas de eficácia e segurança em relação ao produto de referência", pontua.

O cenário para os próximos anos é de otimismo para a saúde pública. Com o vencimento de diversas patentes de medicamentos biológicos de alto valor, a tendência é que o mercado de biossimilares ganhe ainda mais tração. "Combater a desinformação sobre a segurança desses produtos é fundamental", sintetiza Magali. "Estamos vivendo um grande avanço: a possibilidade de oferecer o que há de mais moderno na medicina mundial com uma viabilidade financeira que permite salvar mais vidas", finaliza.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Campo Grande, MS
28°
Parcialmente nublado

Mín. 21° Máx. 32°

30° Sensação
4.12km/h Vento
61% Umidade
100% (0.97mm) Chance de chuva
06h54 Nascer do sol
18h17 Pôr do sol
Qui 32° 20°
Sex 34° 24°
Sáb 34° 23°
Dom 34° 23°
Seg 34° 23°
Atualizado às 17h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,01 +0,73%
Euro
R$ 5,85 +0,45%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,03%
Bitcoin
R$ 402,822,38 -0,66%
Ibovespa
184,750,42 pts -2.05%
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias