
O prefeito de Dourados, Marçal Filho, recebeu nesta quinta-feira (30) a visita dos vencedores do concurso Miss e Mister Indígena de Dourados 2026. Foram recebidos no gabinete Victtor Franco Ramos Bertolino e Ana Caroline Moreira Marques, eleitos no último sábado durante evento realizado na Vila Olímpica da Reserva Indígena.
Durante o encontro, o prefeito parabenizou os jovens e destacou a relevância do concurso para o fortalecimento cultural no município. “Parabéns aos dois pela conquista. Vocês representam com orgulho a beleza, a tradição e a identidade dos povos indígenas de Dourados. Esse evento vai muito além da estética, ele valoriza a cultura, dá visibilidade às etnias e fortalece o respeito à diversidade”, afirmou Marçal Filho, desejando sucesso aos representantes.
O concurso reuniu 20 participantes das etnias Terena, Guarani e Kaiowá, moradores das aldeias Jaguapiru, Bororó e Panambizinho. A programação incluiu desfiles em traje social e também com vestimentas típicas, marcadas por grafismos e acessórios tradicionais de cada povo. O evento ainda contou com apresentações culturais, exposição de artesanato indígena e programação musical, com destaque para o grupo Brô MC’s, conhecido nacional e internacionalmente por levar a cultura indígena aos palcos por meio da música.
O novo Mister Indígena, Victtor Franco Ramos Bertolino, tem 16 anos, pertence à etnia Terena, vive na aldeia Jaguapiru e está no 3º ano do ensino médio. Ele já havia conquistado, em fevereiro, o título de Mister Juventude Terena, em evento realizado em Sidrolândia. O jovem afirmou que pretende seguir os estudos no ensino superior, com interesse na área de humanas.
Já Ana Caroline Moreira Marques, de 23 anos, é professora de Educação Física e atua na Escola Francisco Meireles, na aldeia Jaguapiru, além de lecionar na Escola Estadual Presidente Vargas, na região central da cidade. Ela contou que desde a infância tem afinidade com o universo da moda e da beleza, conciliando essa paixão com a formação acadêmica.
A Miss e o Mister reforçaram que pretendem utilizar o título para dar visibilidade às pautas dos povos indígenas, promovendo representatividade e valorização cultural.
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