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Startup brasileira ganha destaque em evento no Japão

A Ecomilhas participou do SusHi Tech Tokyo 2026, um dos maiores eventos globais de inovação, que reuniu mais de 60 mil pessoas e 770 startups de di...

06/05/2026 às 09h38
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Foto: Lucas Nicoleti / Ecomilhas
Foto: Lucas Nicoleti / Ecomilhas

Entre os dias 27 e 29 de abril, Tóquio sediou o SusHi Tech Tokyo 2026, um dos maiores eventos globais voltados à inovação aplicada ao desenvolvimento de cidades sustentáveis. Realizado no Tokyo Big Sight, o encontro reuniu cerca de 60 mil participantes e mais de 770 startups de mais de 60 países, consolidando-se como um dos principais pontos de conexão entre o ecossistema de inovação, grandes corporações e governos.

Com o tema "Sustainable Cities through High Technology", a edição de 2026 deu ênfase à aplicação prática de tecnologias emergentes, especialmente nos campos de inteligência artificial, robótica e resiliência urbana. Ao longo dos três dias, foram realizados aproximadamente 10 mil encontros de negócios, apoiados por sistemas de matchmaking baseados em IA, além de demonstrações de soluções voltadas à mobilidade, infraestrutura e resposta a desafios climáticos.

Nesse contexto, uma startup brasileira também esteve presente no evento, reforçando o movimento de internacionalização do ecossistema nacional de inovação. A Ecomilhas, plataforma voltada à gestão de emissões de carbono no deslocamento corporativo, participou da programação representada por seu CEO, Lucas Nicoleti, integrando agendas de conexão com outros mercados e acompanhando de perto as discussões sobre o futuro das cidades.

A presença da empresa no evento evidencia o avanço de soluções desenvolvidas no Brasil em direção a espaços cada vez mais globais. Em um ambiente com alto nível de competitividade e diversidade de propostas, a participação em iniciativas desse porte contribui para ampliar a visibilidade de tecnologias que buscam responder a desafios estruturais, como mobilidade urbana e sustentabilidade.

Para Lucas Nicoleti, a experiência reforça a percepção de que esses desafios são compartilhados entre diferentes regiões do mundo. "O que mais chama atenção é como as discussões convergem. Independentemente do país, as cidades estão lidando com problemas muito parecidos, especialmente quando falamos de mobilidade e emissões. Estar em um ambiente como esse ajuda a entender como diferentes soluções estão sendo construídas e onde faz sentido conectar isso com o que já estamos desenvolvendo", afirma.

O SusHi Tech Tokyo também destacou o papel das cidades como ambientes de experimentação, com iniciativas que buscam integrar inovação ao cotidiano urbano de forma mais direta. A expectativa do governo metropolitano de Tóquio é que o evento evolua, nos próximos anos, para uma plataforma de inovação distribuída pela cidade, consolidando a capital japonesa como um dos principais hubs globais do setor.

A participação de startups brasileiras nesse tipo de agenda internacional reforça não apenas o potencial de expansão dessas soluções, mas também a capacidade do país de contribuir com o debate global sobre tecnologia e sustentabilidade, em um cenário cada vez mais orientado por dados, colaboração e escala.

Sobre a Ecomilhas

A Ecomilhas é uma plataforma brasileira de tecnologia climática voltada à gestão das emissões de carbono associadas ao deslocamento de colaboradores, classificadas como Escopo 3.7. A proposta parte de um desafio recorrente nas empresas: transformar um tema difuso, muitas vezes tratado com estimativas, em dados estruturados e utilizáveis no dia a dia da operação.

Por meio da coleta de informações de mobilidade e da aplicação de metodologias alinhadas a padrões internacionais, a plataforma permite organizar esses dados em indicadores que podem ser acompanhados ao longo do tempo. Isso abre espaço para uma leitura mais concreta sobre o impacto das operações e para a incorporação do tema nas rotinas de gestão e reporte.

A solução também dialoga com o engajamento dos colaboradores, conectando a mensuração a práticas que incentivam mudanças de comportamento. Na prática, isso contribui para que o tema deixe de ser apenas um dado de inventário e passe a fazer parte da dinâmica da empresa.

Como resume o CEO Lucas Nicoleti, "o desafio nunca foi só medir, mas conseguir transformar esse dado em algo que a empresa consiga usar no dia a dia. Quando isso acontece, o tema deixa de ser acessório e passa a influenciar decisões de verdade".

Com atuação no Brasil e em processo de expansão internacional, a Ecomilhas tem participado de iniciativas fora do país para aprofundar esse debate em outros contextos. Para Lucas, essa troca tem sido importante para validar o problema em diferentes mercados: "O que chamou atenção é que, mesmo em realidades diferentes, a dificuldade de medir e organizar esses dados se repete. Existe um interesse grande, mas ainda pouca estrutura para lidar com isso", observa.

Nesse cenário, a empresa se insere em um movimento mais amplo de amadurecimento das agendas climáticas, em que a qualidade dos dados passa a ter um papel central na forma como as organizações planejam, acompanham e comunicam suas estratégias.

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