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COE confirma nona morte de indígena por Chikungunya, o décimo óbito em Dourados

Vítima é

08/05/2026 às 12h02
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Dourados - MS
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Décima morte confirmada por complicações de Chikungunya era um paciente indígena que estava internado no Hospital Universitário da UFGD. Foto: Divulgação/Assecom
Décima morte confirmada por complicações de Chikungunya era um paciente indígena que estava internado no Hospital Universitário da UFGD. Foto: Divulgação/Assecom
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Vítima écriança indígena, que morava na Aldeia Bororó, e tinha apenas 48 dias de vida; estava internada no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 3 de maio, quando foi levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados

Foto: Reprodução/Prefeitura de Dourados - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Dourados - MS

Décima morte confirmada por complicações de Chikungunya era um paciente indígena que estava internado no Hospital Universitário da UFGD. Foto: Divulgação/Assecom

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município, confirmou nesta quinta-feira (30) a décima morte em decorrência de complicações da doença. É a nona morte registrada entre os moradores das Aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia se alastrou com 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis, 2.088 casos confirmados, 724 casos descartados e 387 casos em investigação.

A nona vítima entre a população indígena é um menino que morava na Aldeia Bororó e tinha apenas 48 dias de vida. Ele estava internado no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 3 de maio, quando foi levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados. A primeira morte nas aldeias foi um indígena de 69 anos, que faleceu no dia 25 de fevereiro; a segunda também foi um indígena de 73 anos, que morreu no dia 9 de março; a terceira, um bebê indígena de apenas 3 meses de vida que faleceu no dia 10 de março; a quarta, também indígena de 60 anos que faleceu no 12 de março; a quinta, outro indígena de 77 anos, que foi a óbito no dia 14 de março; a sexta, outro bebê indígena de apenas 1 mês de vida que foi a óbito no dia 24 de março; a sétima, também indígena de 55 anos que faleceu no dia 3 de abril; a oitava foi um indígena de 29 anos de idade, que era residente na Aldeia Bororó e a nona, a criança indígena confirmada hoje.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (8) aponta que Dourados tem hoje 35 pacientes internados com Chikungunya, sendo 4 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 19 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Unimed, 7 no Hospital Regional, 2 no Hospital da Vida e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie. Em números gerais, o município registrou 8.149 notificações para Chikungunya, com 5.350 casos prováveis, 3.340 casos confirmados, 2.799 casos descartados, 2.010 casos em investigação.

A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados (entre aproximadamente 54% e 61%) ao longo dos últimos 15 dias, de acordo com os laudos já liberados e computados, o que indica intensa circulação viral. Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa.

A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.

Em relação aos óbitos, além dos 10 casos confirmados, existem outras 3 mortes em investigação: 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; 1 homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE, lamentou a décima morte por Chikungunya em Dourados. “A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura e sim de toda população”, voltou a enfatizar Marcio Figueiredo. “Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, finaliza.

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