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Matéria institui documento que identifica quem cuida de pessoas atípicas em MS

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) o Projeto de Lei 71/2026 , de autoria da deputada Lia Nogueira (PSDB), que institu...

27/05/2026 às 14h40
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
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Lia Nogueira é autora do projeto que cria uma identificação a quem cuida e acompanha pessoas atípicas no Estado
Lia Nogueira é autora do projeto que cria uma identificação a quem cuida e acompanha pessoas atípicas no Estado

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) o  Projeto de Lei 71/2026 , de autoria da deputada Lia Nogueira (PSDB), que institui o Documento Estadual de Identificação da Pessoa Responsável Atípica no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul, estabelece diretrizes para sua emissão e utilização, e dá outras providências.

O Documento Estadual de Identificação da Pessoa Responsável Atípica – DEIRPA é destinado ao reconhecimento formal da condição de pessoa que exerça, de forma contínua, a função principal de cuidado, acompanhamento e assistência de pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.

O DEIRPA poderá ser expedido em favor de mãe, pai, tutor, guardião, curador ou outro responsável legal que desempenhe efetivamente a função de cuidador principal. Um dos requisitos para solicitar o documento é a comprovação de vínculo jurídico ou familiar com a pessoa assistida, quando necessário, laudo médico e relatório multiprofissional.

Lia Nogueira explica o motivo da instituição do documento. “A proposta nasce do reconhecimento de uma realidade vivida por milhares de famílias sul-mato-grossenses, especialmente mães atípicas, que frequentemente reorganizam integralmente suas vidas pessoais e profissionais para garantir tratamento, acompanhamento médico, terapias, inclusão escolar e desenvolvimento de seus filhos. Na prática, essas famílias enfrentam rotinas intensas de deslocamentos, atendimentos contínuos, burocracias administrativas e necessidade constante de comprovação documental da condição de cuidado, muitas vezes sem qualquer instrumento oficial que reconheça essa realidade”, justificou a parlamentar.

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