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Correspondentes bancários ganham escala digital

Digitalização dos serviços financeiros levou a uma transformação profunda no Brasil, avalia Sérgio Sadok, COO do marketplace financeiro BKOpen. Ele destaca que, atualmente, é possível oferecer produtos em jornadas totalmente virtuais

01/09/2026 às 12h50
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/rawpixel.com
Imagem do Magnific/rawpixel.com

Os últimos anos têm sido de intensa transformação para o mercado financeiro do Brasil, com a popularização do Pix, o advento do Open Finance e o avanço do embedded finance, inteligência de dados e digitalização acelerada do crédito. As mudanças também impactam a atuação dos correspondentes bancários.

O termo é usado para descrever empresas ou profissionais autorizados por uma instituição a oferecer serviços bancários em nome do banco ou fintech, funcionando como um canal de atendimento e distribuição de produtos financeiros fora da estrutura das agências.

Na avaliação de Sérgio Sadok, COO do marketplace financeiro BKOpen, o Brasil reúne os principais elementos para se tornar o maior ecossistema de correspondência financeira digital do mundo, substituindo gradualmente modelos físicos e tradicionais de intermediação.

Ele diz que o país tem um sistema bancário altamente tecnológico, um Banco Central extremamente ativo em inovação regulatória e uma população com forte adesão ao mobile banking, ou seja, ao uso do celular para pagamentos, transferências, investimentos e demais transações.

"Nos últimos anos, vimos uma transformação profunda impulsionada pela digitalização dos serviços financeiros e pela mudança no comportamento do consumidor. Hoje, o correspondente passou a operar de forma integrada a plataformas digitais, aplicativos, marketplaces e ecossistemas online", afirma Sadok.

Esse movimento trouxe muito mais escala, eficiência e capilaridade para a distribuição de crédito, avalia o COO. Ele menciona que, atualmente, é possível oferecer produtos financeiros em jornadas totalmente digitais, com análise automatizada, integração em tempo real e experiência mais fluida para o cliente.

A mudança acompanha a evolução do comportamento do consumidor brasileiro, que passou a exigir jornadas financeiras mais rápidas, comparação entre múltiplas ofertas e menos burocracia, pontua Sadok.

"Destaco as APIs, que tiveram um papel central nessa transformação porque permitiram conectar diferentes instituições financeiras, parceiros comerciais e plataformas em um único ecossistema. Antes, o cliente precisava buscar crédito diretamente em um banco ou correspondente específico. Hoje, ele consegue acessar múltiplas ofertas dentro de marketplaces, ERPs [sistemas de gestão empresarial], super apps e plataformas digitais que já fazem parte da sua rotina", explica o COO.

A sigla "APIs" diz respeito a "application programming interfaces" ("interfaces de programação de aplicações", em português) e são conjuntos de regras e conexões que permitem que diferentes sistemas, plataformas ou aplicativos "conversem" entre si de forma automatizada. Na prática, uma API funciona como uma ponte de comunicação entre softwares.

Sadok cita ainda o Pix, que tem a adesão de 80% das pessoas físicas (segundo o Banco Central), como outro fator determinante para a transformação digital, pois mudou a velocidade das transações financeiras no país e criou uma nova expectativa de instantaneidade por parte do consumidor.

Já o Open Finance trouxe mais autonomia e transparência para o cliente, permitindo compartilhamento de dados com consentimento e ofertas mais personalizadas, descreve o executivo. Nos cinco primeiros anos de regulamentação, foram mais de 103 milhões de autorizações ativas de compartilhamento de dados, de acordo com o Banco Central.

"O banking as a service (BaaS) também foi decisivo porque democratizou o acesso à infraestrutura financeira. Graças a ele, empresas que não são bancos conseguem integrar produtos financeiros em suas plataformas de forma simples e escalável. Isso ampliou enormemente os canais de distribuição de crédito no Brasil", aponta Sadok.

Nesse novo cenário, empresas como a BKOpen atuam como um hub digital de distribuição financeira. "Nosso foco é conectar clientes, parceiros, fintechs e instituições financeiras em um único ecossistema, oferecendo uma experiência mais transparente, integrada e personalizada", revela o COO.

"Trabalhamos com um modelo baseado em Open Finance, inteligência artificial (IA), APIs e automação para simplificar o acesso ao crédito e ampliar as possibilidades de distribuição digital. Acreditamos que o futuro do mercado financeiro passa por plataformas abertas, inteligentes e conectadas, nas quais o cliente tenha mais autonomia para comparar, escolher e contratar soluções financeiras de forma simples e segura", finaliza Sadok.

Para saber mais, basta acessar: https://www.bkopen.com/

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