
O empréstimo pessoal ficou mais caro no segundo trimestre de 2026. Em abril de 2025, a taxa usada como referência pelo Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE) para essa modalidade estava em 6,20% ao mês. Em junho chegou a 7,07% ao mês, o maior nível dos últimos 15 meses.
Nesse intervalo, a Selic subiu de 14,25% para 15% ao ano, permaneceu nesse patamar por nove meses e, depois de três cortes consecutivos, voltou para 14,25% ao ano em junho de 2026. Ou seja, a taxa básica terminou o período no mesmo nível em que começou, mas os juros do empréstimo pessoal não acompanharam essa queda.
Outro indicador do Banco Central mostra que o custo do crédito continua elevado. O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede quanto os consumidores pagam, em média, nas operações de crédito, passou de 23,64% ao ano no quarto trimestre de 2025 para 24,24% no segundo trimestre de 2026.
Valor solicitado aumenta em três modalidades de empréstimo
Enquanto os juros permaneceram altos, consumidores que simularam empréstimos na Juros Baixos passaram a solicitar valores maiores em três das quatro modalidades analisadas. A maior alta ocorreu no empréstimo na conta de energia, onde o valor médio pedido aumentou 25,4%. No empréstimo sem garantia, que concentra o maior volume entre as modalidades analisadas, o valor solicitado aumentou 17,3%. Já no empréstimo com celular em garantia, a alta foi de 12,8%.
| Modalidade de empréstimo | 2º tri 2025 | 2º tri 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Na conta de energia | R$ 1.644 | R$ 2.062 | +25,4% |
| Sem garantia | R$ 1.618 | R$ 1.899 | +17,3% |
| Celular em garantia | R$ 1.770 | R$ 1.996 | +12,8% |
| Carro em garantia | R$ 27.218 | R$ 23.218 | −14,7% |
O empréstimo com carro em garantia foi a exceção, com queda de 14,7% no valor solicitado. A modalidade tem uma base menor e mais variável, por isso o resultado deve ser analisado com cautela. Os dados colocam duas informações importantes lado a lado: quem buscou empréstimo pela plataforma pediu valores maiores em três modalidades, ao mesmo tempo em que os juros do empréstimo pessoal estavam no maior nível dos últimos 15 meses.
O IJBE não estabelece uma relação de causa e efeito entre esses dados, mas mostra as condições encontradas por quem buscou crédito no período.
"A Selic voltou ao nível de abril do ano passado, mas os juros do empréstimo pessoal não fizeram o mesmo caminho. Ao mesmo tempo, vimos aumentar o valor solicitado em três das quatro modalidades analisadas. Para quem precisa de crédito, comparar taxa, prazo e custo total da operação se torna ainda mais importante nesse cenário", analisa Arthur Bonzi, cofundador e COO da Juros Baixos.
Sobre o IJBE
O IJBE (Índice Juros Baixos de Empréstimo) é o indicador da Juros Baixos sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil. Construído com dados de milhões de pedidos processados pela plataforma e dados públicos do Banco Central, a edição Q2/2026 analisa uma janela de 15 meses, de abril de 2025 a junho de 2026. Os relatórios publicados são de acesso público e gratuito.
Para mais informações entre em contato com a empresa: redacao@jurosbaixos.com.br
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