
Um estudo apresentado no último Congresso Brasileiro e Mundial de Cardiologia, realizado de 8 a 10 de outubro no Riocentro, Rio de Janeiro, analisou 49.068 medições de pressão arterial realizadas em farmácias da rede Drogaria Araújo, em Minas Gerais, com o monitor validado HEM‑7349T da Omron Healthcare Brasil. Os resultados mostram que a escolha do critério de corte altera drasticamente a proporção de hipertensão identificada, oferecendo subsídios para a criação de um protocolo nacional de rastreamento nas farmácias.
A Omron estima que a padronização do serviço possa gerar um novo mercado de aproximadamente R$ 220 milhões em monitores de pressão, considerando a instalação de dois a três aparelhos nas cerca de 90 mil farmácias do país.
O critério muda o resultado
Com o limite de 140/90 mmHg, 31,1 % das medições foram classificadas como alteradas; com 135/85 mmHg, a taxa subiu para 45 %; e com 130/80 mmHg, 60,5 % foram consideradas fora do padrão, diferenças estatisticamente significativas. O estudo não define qual limite deve ser adotado, mas evidencia a necessidade de parâmetros específicos para o ambiente farmacêutico, que atualmente utiliza valores adaptados de medições domiciliares e ambulatoriais sem validação clínica.
Metodologia padronizada com equipamentos Omron
O trabalho faz parte do projeto "Juntos pelo Melhor Controle", que reúne Omron, Drogaria Araújo, Biolab Farma e a Sociedade Mineira de Cardiologia. Em 2025, farmacêuticos treinados realizaram as medições com o HEM‑7349T, equipado com a tecnologia TruRead, que efetua três leituras consecutivas com intervalos de 60 segundos e registra a média das duas últimas como resultado final. O uso do mesmo equipamento e de um protocolo único diferencia o estudo das aferições avulsas habituais nas farmácias.
Perfil da população atendida – A média de idade dos 49.068 participantes foi de 54,5 anos, com 57,2% de mulheres e 42,8% de homens. A pressão arterial média foi de 126,6/80,7 mmHg, dados que podem orientar as redes farmacêuticas na definição de campanhas de rastreamento.
Mercado de monitores de pressão – As redes da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) registraram 3,6 milhões de atendimentos clínicos no primeiro trimestre, distribuídos em 9.248 salas. A Omron calcula que o potencial de vendas de monitores nas farmácias seja de cerca de R$ 22 milhões, enquanto o segmento movimentou aproximadamente R$ 500 milhões nos últimos 12 meses, segundo a Close Up. O horizonte de R$ 220 milhões representaria um aumento superior a 40%.
"Já temos uma presença importante nesse canal e vemos uma grande oportunidade para crescer. A ampliação dos serviços clínicos nas farmácias abre espaço para novos investimentos em equipamentos, e queremos estar à frente desse movimento", afirma Carolina Lapetina, head de Marketing da Omron Healthcare Brasil.
Próximos passos
Os parceiros pretendem expandir o modelo para outros estados, ampliando a base de dados e o alcance da experiência iniciada em Minas Gerais. A padronização do rastreamento deve dar maior segurança às redes para investir no serviço e aumentar a demanda por aparelhos.
Os autores do estudo são Audes Magalhães Feitosa, Andréa Araújo Brandão, Kleisson Pontes Maia, Luiz Guilherme Passaglia, Rodrigo Bezerra, Weimar Sebba Barroso, Egle Costa Oppi, Lucas Marqueto Passos, Nathália Virgílio Serra e Wilson Nadruz Junior.
O trabalho foi apresentado na área de Hipertensão do congresso sob o título "Prevalence of Hypertension in Community Pharmacies According to Different Blood Pressure Thresholds: A Large Real-World Analysis of 49.068 Measurements".
Sobre a Omron Healthcare Brasil – Subsidiária brasileira da Omron Healthcare, empresa japonesa especializada em equipamentos de monitoramento de saúde. Seu portfólio inclui monitores de pressão arterial, eletrocardiógrafos, nebulizadores, termômetros e balanças de bioimpedância.
Para mais informações, basta acessar www.omronbrasil.com
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