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Precarização do metrô e direito à cidade são tema de abertura do Seminário de Mobilidade

O metrô de Brasília foi inaugurado no ano de 2001. Desde então, a expansão das linhas avança vagarosamente. “Desde que foi inaugurado, se todos os ...

21/08/2025 às 13h50
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
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Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

O metrô de Brasília foi inaugurado no ano de 2001. Desde então, a expansão das linhas avança vagarosamente. “Desde que foi inaugurado, se todos os governos que passaram pelo Distrito Federal tivessem feito apenas 1,8km de trilho, hoje nós teríamos o metrô até o final da Asa Norte, teríamos concluído em Ceilândia e em Samambaia e talvez estaríamos pensando na segunda linha”, analisou o deputado Max Maciel (PSOL), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa. Ele iniciou os debates do II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana. O evento tem programação no auditório da CLDF até sexta-feira (22).

Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


Também membro da CTMU, o deputado Fábio Felix (PSOL) afirmou que os brasilienses estão “vivendo um abandono estrutural do metrô”, com superlotação de vagões, ausência de compra de novos trens, falta de funcionários e baixa confiabilidade nos serviços de manutenção, entre outros problemas. “O que era um sonho virou um pesadelo”, definiu o parlamentar. “Que esse dia de hoje seja um alerta para a situação de profunda precariedade no metrô do Distrito Federal”, disse Felix. O deputado também louvou o sindicato dos metroviários (SindMetrô/DF), destacando que a categoria faz uma importante defesa do metrô como política pública.

Direito à cidade, o que significa?

A mesa de abertura do seminário trouxe explicações didáticas sobre o “direito à cidade”, conceito que pode parecer abstrato e que está intimamente ligado ao direito à mobilidade. “O direito à cidade é o acesso à cultura, é você chegar num cinema, é você acessar um museu, é ter acesso a atividades complementares de educação, é você poder buscar um emprego, é você poder ter acesso aos serviços públicos”, enumerou Fábio Felix. Para ele, “a mobilidade é o coração do direito à cidade”, pois é o direito de as pessoas se locomoverem para acessarem outros direitos e políticas públicas.

Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF

Outro membro da CTMU que abordou o tema foi o deputado Gabriel Magno (PT). Ele considera que a privatização de espaços públicos é uma ameaça ao direito à cidade, citando a concessão da Rodoviária do Plano Piloto . “A privatização do centro da cidade escancara um modelo de organização muito excludente. Nós estamos vendo uma intervenção para garantir a exploração privada de um espaço público”, avaliou Magno.

Seminário é propulsor de políticas públicas

Os seminários de mobilidade da CLDF têm se tornado um espaço para impulsionar políticas públicas, apontou o professor Augusto César Brasil, titular da Universidade de Brasília e coordenador do HUB de Mobilidade da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Ele lembrou que o primeiro seminário, realizado no ano passado, abordou o tema da tarifa zero.

“Nós vemos agora vários municípios do Brasil aderindo à tarifa zero e o Distrito Federal também testando a tarifa zero. Isso é a materialização de um debate constante sobre o tema. Isso é um grande sucesso e mostra a importância de um seminário como esse aqui”, opinou o professor. Ele agradeceu a parceria da Comissão de Transporte da Câmara Legislativa, em especial ao presidente Max Maciel, por promover a realização de “seminários que rendem frutos para a mobilidade do Distrito Federal”.

Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


Após a abertura, foi iniciado o primeiro painel — com o tema “Sistema sobre Trilhos: Trens” —, que pode ser assistido no canal do Youtube da TV Câmara Distrital , bem como toda a programação do evento.

Ana Teresa Malta - Agência CLDF

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